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A Força numérica da ignorância fomentada pelo estado.

Os povos oriundos da mescla silvícola (cafuz = cafuzo e mameluco) possuem o primitivismo invencível do apego ao barulho e utensílios de ataque, do júbilo por foguetes explodindo e tambores rufando continuamente como afirmação das suas existências. Sequer imaginam que a possibilidade de pensar, raciocinar, contemplar ou concentrar-se, requer um mínimo de silêncio. Típicos dos climas mais quentes, se proliferam com facilidade devido à altíssima fertilidade herdada dos ancestrais mais remotos, organismos testados pela penúria de séculos de seleção natural que romperam os mais graves testes de infindáveis martírios orgânicos.
Qualquer degrau financeiro alcançado, investem em alto falantes, caixas de som, rojões e pacotes de bombas ensurdecedoras. Onde há balburdia sonora, lá estão eles. Gritam, berram e pulam, saltam, suam e se gabam da embriaguez.
A maior honraria que possuem é o título de eleitor. Odeiam quem sabe ler e os mais abastados. Amam Eternit, jogos de azar, fiação exposta nas ruas e comidas gordurosas, especialmente as frituras. Detestam dentistas e têm medo de injeção. A aversão por canetas, lápis, papel e cadernos, é quase unânime, mas amam deixar escritos ultrajantes em banheiros públicos e bancos de ônibus, em paredes e muros nas cidades que habitam.
São pobres e vangloriam-se da pobreza. Por não terem lazer ou diversão fora do bar da esquina, os seus clubes são os times de futebol, um brasão ilusório com amparo fictício, mas a meta é um campeonato a vencer, seus propósitos e objetivos únicos. Gostam de direitos e detestam deveres. Pedem por instinto mas se esquivam em doar. Creem em promessas e louvam a vingança. Amam o sofrimento alheio para compensar o próprio.
A força numérica dessa ignorância mantida e fomentada pelo Estado pesa em muito em qualquer democracia.
José Marcio Castro Alves